7 de set de 2012

Venda da Rua da Carioca e de imóveis do governo do Estado




compra pelo Banco Oportunity de um lote de 42 sobrados, na Rua da Carioca, que pertencia à Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, me deixou preocupado. A Rua da Carioca foi tombada pelo Estado ainda em 1982 e, por esse motivo, não poderá perder suas características arquitetônicas.

A ordem religiosa alegou ter feito a transação, no valor de R$54 milhões, para sanar dívidas e manter o hospital que coordena. Em maio deste ano criei o Movimento Preserva Rio e encaminhei requerimento de informações à Subsecretaria de Patrimônio Cultural cobrando providências e informações a respeito de imóveis, como a antiga Estação Francisco Sá, na Rua Ceará, na Praça da Bandeira.

Precisamos acompanhar de perto as transformações que acontecem em nossa cidade para que, em nome do progresso, nossa memória cultural, seja material ou imaterial, não se perca. A modernidade deve servir ao cidadão, sem que nossas características, nossa história, sejam perdidas ou derrubadas. Não foi à toa que, junto com outros políticos e com a sociedade civil, participei de manifestação para protestar contra a venda do quartel-central da PM, no Centro.

Por causa da má repercussão do episódio, as  negociações com a Petrobras, que estava interessada no imóvel, foram suspensas. A empresa estava disposta a pagar R$336 milhões.

Daquele local saíram as tropas que lutaram na Guerra do Paraguai. Ademais, o conjunto arquitetônico também tem seu valor. Os deputados estaduais, dia 5 de setembro agora, autorizaram a venda de 26 imóveis do governo do Estado, entre eles vários quartéis da PM, inclusive o quartel-central.

Infelizmente, quando o governo detém a maioria numa Casa Legislativa, ações como essa, contrárias ao que deseja a sociedade, acabam obtendo êxito. De qualquer forma, estamos de olho!

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