11 de set de 2012

O prefeito e a campanha que dá lucro



A campanha à reeleição do prefeito Eduardo Paes vai de vento em popa, em termos de arrecadação. É o que afirma o Jornal do Brasil, em reportagem publicada nesta segunda-feira.

Na contabilidade apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aparecem 11 pessoas físicas como doadoras de campanha. Entre as empresas que destinaram recursos estão construtoras, incorporadoras e administradoras de shoppings. No total, sete empresas doaram quase dois milhões de reais.

Mas o candidato não discriminou, até o momento, a maior parte das doações, o que impede a identificação dos reais colaboradores. São R$5,4 mil que precisam ter sua origem revelada.

A campanha oficial conseguiu, ainda, uma proeza: de um total de quase sete milhões de reais, conseguiu economizar R$3,3 milhões. Está dando lucro.

Será que todas as empresas, ao doarem recursos a candidatos, visam ao bem da cidade? O propósito de uma organização comercial é o lucro, e assim será com esse dinheiro investido.

E, dessa maneira, bairros antes tranquilos passam a sofrer as consequências da especulação imobiliária. Shoppings são erguidos em ruas que não atendem a regras básicas de engenharia de trânsito e empresas instalam fábricas em lugares antes impensáveis.

O dinheiro de origem secreta representa interesses que não são os da maioria da população, entre eles o transporte de péssima qualidade, com a concentração de linhas de ônibus em regiões já bem servidas e a saúde pública deficiente, que empurra os cidadãos para os planos de saúde.

É por esse motivo que sou contra doações de campanha. Não é possível imaginar que avançaremos com a ética na política servindo a interesses empresariais, que pouco têm a ver com os anseios da sociedade.

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