19 de jul de 2012

Vereadores discutiram com representante da Petrobras derrubada do Quartel-General da PM

Vereadores do Rio e representantes do meu mandato se reuniram com o diretor corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, na quarta-feira, 18 de julho, na sede da estatal, na Avenida Chile. Foram conversar sobre a preservação do prédio do Quartel-General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na Rua Evaristo da Veiga, no Centro.

Um acerto entre o governo do estado do Rio de Janeiro e a Petrobras havia definido a venda do terreno de 13.500 metros quadrados, onde funciona o Quartel-General, pelo valor de R$336 milhões. Os vereadores informaram José Eduardo Dutra que a sociedade deseja a preservação desse patrimônio histórico da cidade e apoiam o tombamento do prédio.

Eles argumentaram que a cidade, agora Patrimônio Cultural da Humanidade, não pode perder esse prédio histórico, de onde a primeira tropa brasileira partiu para a guerra do Paraguai. Ressaltaram que o Quartel-General está inserido em corredor cultural, próximo aos Arcos da Lapa.

Os representantes da Câmara reiteraram apoio à Petrobras, caso seja necessário, como contrapartida para viabilizar a aquisição de outro terreno, como, por exemplo, no Porto Maravilha, ou até mesmo na rua 13 de Maio, no terreno dos prédios que desabaram recentemente.

José Eduardo Dutra explicou que em maio de 2011 foram procurados pelo governador Sérgio Cabral  sobre o possível interesse na compra do imóvel. A empresa, por sua vez, deixou claro o interesse na aquisição do bem, devido a sua localização estratégica, próxima do seu prédio sede, mas ressaltou que o interesse seria apenas no terrreno.

Os vereadores, por sua vez, lembraram a importância da Petrobras para a nossa cidade, inclusive, o papel da instituição na recuperação de vários prédios históricos do Rio, e o quanto seria incoerente a estatal ser conivente com a derrubada do Quartel-General da PM.

Dutra finalizou esclarecendo que surgiram pendências jurídicas sobre a regularização fundiária do terreno que dificultou a efetivação do negócio e que a empresa está aguardando definições tanto no âmbito da Assembleia Legislativa, por se tratar de um bem estadual, dependente de autorização legislativa, e na Câmara, por ter a possiblidade de aprovação do tombamento municipal do imóvel.

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