17 de jul de 2012

Reformar ou derrubar o velódromo: novela sem final feliz


O destino do velódromo municipal do Rio, na Zona Oeste, virou novela – sem graça e sem final feliz, muito por causa da demagogia da prefeitura, que optou pelo caminho mais fácil e mais arriscado no trato com a população: a certeza da memória curta do povo. Não é a primeira vez que essa administração aposta no descumprimento de acordos.

A imprensa afirma que desde as obras para o Panamericano sabia-se que a construção não atendia aos padrões exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). A prefeitura, para cumprir o prazo, entregou um velódromo incompleto, mal projetado, com colunas que impedem a plena visualização da pista pelos árbitros, menos lugares que o necessário e um sistema de ar condicionado ineficiente.

Depois de três anos, enfim, resolveram tomar uma decisão: demolir a pista e construir outra em seu lugar, desta vez dentro do que exige o COI. Grita geral da sociedade. Eduardo Paes, defensor da cidade, diz: “Não vamos derrubar, vamos tentar reformar”.
Só que a emenda pode sair pior que o soneto: reformar a antiga arena pode sair mais caro que construir uma nova. São tantas alterações no projeto que, talvez fosse mesmo melhor erguer outro velódromo. O atual custou R$13 milhões. Os atletas podem ficar até um ano sem lugar para treinar. E não só os ciclistas, já que os ginastas olímpicos também utilizam o espaço para aperfeiçoamento.

A questão é: por que demoraram tanto tempo para dar uma resposta à sociedade? Qualquer que seja a saída, quem vai pagar a conta do descaso com o patrimônio público será o povo. E isso, nós não podemos tolerar.

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