15 de jul de 2012

Dr. Edison se solidariza com vigília pelo Iaserj

Na manhã deste domingo estive no hospital do Iaserj, o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, onde funcionários, políticos, parentes de pacientes e lideranças sindicais estão em vigília há 45 dias. Noite após noite, dia após dia a instituição está sendo esvaziada, dilapidada e o ápice aconteceu esta madrugada.

O prédio foi cercado por policiais do Batalhão de Choque da PM e 14 ambulâncias transferiram 45 pacientes internados, inclusive os que estavam em estado grave no CTI, para o Hospital Getúlio Vargas. Os manifestantes disseram que foi ordem do Ministério Público. Uma funcionária quase chorou ao lembrar que jovens policiais, ao chegarem, disseram que saíssem do caminho porque não queriam machucar ninguém.

Fui me solidarizar com a luta daquela parcela da população e lembrei que, no Iaserj, pacientes transplantados iam buscar remédios. Raimundo Tamburim, meu amigo, ia lá pegar medicamentos. Disse aos manifestantes que, assim como outros parlamentares, estou ao lado deles.

O Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) será demolido para dar lugar a outra unidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que pretende concentrar todas as instalações, atualmente espalhadas entre Centro, Santo Cristo e Vila Isabel, ao redor da Praça da Cruz Vermelha.

A informação que tive no local é que oito pacientes do Instituto de Infectologia São Sebastião, que funciona nas dependência do Iaserj, permanecem na unidade porque têm doenças altamente infecciosas, como meningite e leptospirose. Um deles está em estado gravíssimo no CTI. Todos devem ser transferidos para o Hospital dos Servidores, na Praça Mauá.

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