14 de jul de 2012

Ministro da Pesca Marcelo Crivella recebe pescadores da Ahomar

Fui convidado pelos pescadores da Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar), depois de nossa visita,  para participar de reunião com o ministro da Pesca, Marcelo Crivella, no mesmo dia, sexta-feira, no final da tarde. Ele queria ouvir dos pescadores quais eram suas principais reivindicações. A reunião foi na sexta-feira mesmo, no final da tarde.

O ministro chegou acompanhado do deputado federal, Vitor Paulo (PRB/RJ), e do superintendente interino da Pesca no Rio, Alan Ducasble. Foi prático e disse que a prioridade era garantir a vida dos pescadores artesanais. E, para isso, fez algumas propostas que os pescadores aceitaram, mesmo sentindo que muitas questões ficaram pendentes. Duas ações foram definidas: a criação de um número disque-denúncia e barcos que irão monitorar as baías de Guanabara e Sepetiba para dar mais segurança aos trabalhadores do mar.


Em minha fala, expus a importância de se preservar o ofício do pescador artesanal, pois ele representa uma prática que acontece desde a época dos indígenas, cobrei empenho do ministro  para apurar a  morte de dois pescadores cruelmente assassinados no mar e aproveitei para convidar o ministro para participar da audiência pública que farei na Câmara, dia 1 de agosto, às 10 horas, sobre a pesca artesanal.


Os pescadores reclamam que os grandes empreendimentos no entorno das baías de Guanabara e de Sepetiba criam grandes zonas de exclusão de pesca. Querem fiscalização. Segundo eles, os órgãos do governo licenciam sem critério, ferindo a própria constituição ao permitirem a extinção dos pescadores artesanais. Denunciaram, também,  as ameaças constantes  feitas por milicianos, que seriam contratados por empresas que loteiam as águas do mar para negócios. 


Essas empresas seriam petrolíferas, empresas de offshore e refinarias que lançam  dejetos químicos  na Baía de Guanabara. Para os pescadores, a poluição das águas mata ou provoca mutações nos peixes, o que impede a sua comercialização.


O ministro Crivella disse aos pescadores que tem consciência que são muitos os problemas encontrados na Baía da Guanabara, mas é preciso haver foco para resolvê-los. Para ele é inviável que se paralisem as obras de empresas como Petrobrás e outras que geram um montante grande de emprego e renda para os municípios. Crivella ressaltou que o problema imediato é a preservação da vida dos pescadores.

Ficaram acertadas algumas medidas, como a criação de um disque-denúncia para os pescadores, além da colocação de barcos de monitoramento em áreas específicas nas zonas de pesca. Crivella sugeriu a articulação de uma série de matérias junto à produção da TV Record para dar mais visibilidade ao problema enfrentado pelos pescadores artesanais. E se comprometeu a criar uma superintendência itinerante para atender os pescadores do entorno da Baía de Guanabara, em relação ao defeso e outras burocracias documentais para essas comunidades.

O superintendente interino da Pesca no Rio Alan Ducasble pediu paciência aos pescadores, alegando que a estrutura do Ministério da Pesca ainda é recente e tem dificuldade de administrar os inúmeros problemas existentes há algum tempo.

Alexandre Anderson, líder da Ahomar admitiu, ao final do evento, ter ficado  decepcionado com o resultado do encontro, pois esperava uma postura mais atuante por parte do Ministério da Pesca. Segundo Alexandre, chegaria em casa sem algo de mais concreto para relatar às famílias e aliviar seus medos.


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