14 de mai de 2012

Medida Provisória do governo cria impasse com a classe médica em todo o país


O Sindicato dos Médicos do Rio se reuniu na noite dessa segunda-feira, 14 de maio, para discutir pontos críticos do PL 2203/11, que afeta diretamente o salário dos médicos de toda a federação. O PL apresentado aguardava votação quando o governo federal apresentou, na manhã dessa segunda-feira, 14 de maio, a Medida Provisória 568/12, que aguarda nova análise por parte das entidades interessadas para que se saiba que pontos específicos foram mudados, se foram mudados e que impacto provoca no plano de cargos e salários da classe médica em todo o país.
Para os representantes do Sindicato, o mais importante é que a classe se mobilize e saia de uma área de conforto, pois  a medida afeta diretamente a todos, inclusive os que buscam aposentadoria. O deputado Chico D'Angelo, líder da base governista do PT em Brasília, informou que a Medida Provisória foi publicada no Diário Oficial da União de hoje e que vai solicitar informações sobre seu andamento. Para o deputado, o mais importante é que seja utilizada a mesma estratégia do caso do Hospital de Ipanema para buscar sensibilizar o governo sobre as reais necessidades dos funcionários públicos afetados pela Medida.
O vereador Dr. Edison da Creatinina citou sua experiência como parlamentar e reforçou que a mobilização é importantíssima, pois ela é a verdadeira arma do cidadão de classe que busca uma aposentadoria justa e oportunidades na profissão de forma justa e equilibrada. O Dr. Edison se comprometeu, ainda, a convocar o maior número de pessoas  e parlamentares verdes para lotar as audiências e dar legitimidade e apoio ao movimento.
O Dr. Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos, revela que o movimento carioca está no início de sua atuação e que nada impede que se contactem dirigentes de outras entidades da federação para fazer mobilização. "Precisamos lotar a caixa de e-mail de todos os deputados de modo a buscar apoio político entre a classe médica, pois nossa categoria não pode ficar à mercê dessa situação, em que os médicos terão seus salários diminuídos por artifícios técnicos", declara o Dr. Darze.
"Precisamos de um plano de cargos, carreira e salários, e que se respeitem os movimentos da nossa classe", completou o Dr. Jorge Darze.
Ao final da reunião, foi aprovada por unanimidade a aplicação de uma agenda de manifestos que se concretizará ao longo do mês em datas previamente estipuladas, a serem divulgadas pelo Sindicato.



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