3 de mai de 2012

Entre a "farra parisiense" e a saúde do povo

Comunicado de Liderança do PV na Câmara Municipal do RJ

Estou novamente aqui para manifestar minha indignação quanto ao que todos sentimos, sejamos políticos ou cidadãos, em relação àquilo que podemos chamar de “farra parisiense”, praticada por pessoas investidas em cargos públicos de alto escalão. Vemos governador e secretários ao lado do dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, detentor de contratos  bilionários com o governo. Justo aqueles que deveriam dar exemplo de seriedade e correção, inclusive  para os  demais funcionários públicos. 
Chamo atenção, ainda, para os gastos faraônicos desses governantes, enquanto a população sofre nas filas hospitalares à espera de atendimento decente. A imagem do secretário de Saúde se regalando com vinhos caros e restaurantes luxuosos na companhia de amigos poderosos aparece como uma agressão e uma total falta de decoro.
Enquanto isso, os médicos do Hospital de Ipanema e o Sindicato dos Médicos denunciam a barbaridade e estupidez que será realizada contra a saúde pública: o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, quer, de qualquer forma, transformar o prédio do Hospital Federal de Ipanema num Centro de Transplantes.
Caso se confirme, será um duplo retrocesso. Primeiro, por encerrar as atividades de um centro de referência na formação de novos profissionais. Segundo, por fechar um hospital que só no ano passado realizou mais de cem mil consultas ambulatoriais. Foram quase seis mil cirurgias, de alta e média complexidade, atendendo a um grande número de pessoas.
Não conseguimos imaginar como o sistema de Saúde vai absorver os pacientes de Ipanema. Se a Saúde do Rio já está caótica com as unidades disponíveis, como será com uma unidade a menos? Um centro de transplante deveria suportar um heliponto, além de estar em local de fácil acesso, próximo a linhas expressas, rodovias e aeroportos. Temos isso em Ipanema? Obviamente, não. O que caracteriza a decisão como oportunista e eleitoreira.
É lamentável que a população se veja cada vez mais refém desse sistema falho e desumano, indigno de sua existência.

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