27 de abr de 2012

Aumento de 60% no repasse financeiro pelo governo federal estimulará transplantes em todo o país

Hoje, no final da noite, após o encerramento das votações na Câmara Municipal do Rio, o vereador Dr. Edison da Creatinina compareceu a um encontro na Academia Brasileira de Ciências com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sessão ordinária da Academia Nacional de Medicina*, para ouvir esclarecimentos do ministro sobre a atual Política Nacional de Saúde do governo e testemunhar a assinatura da Portaria que estabelece novas regras de incentivos financeiros para a realização de procedimentos de transplante e processos de doação de órgãos.

Nota: A academia Nacional de Medicina está se reunindo provisoriamente na Academia Brasileira de Ciências por conta de uma reforma no prédio da sede da entidade.

Leia o texto abaixo e entenda o caso.


O estímulo à realização de mais transplantes no Sistema Único de Saúde (SUS) ganha reforço com a criação de novos incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Com as novas regras, estabelecidas pelo Ministério da Saúde, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes poderão receber um incentivo de até 60% em relação ao gasto com os procedimentos de transplantes já pagos pelo Ministério da Saúde, isso se cumprirem os indicadores definidos pela nova Portaria.
Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será de 50% a mais do que é pago atualmente. Nos casos das unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante, será pago 40% e 30% acima do valor, respectivamente. O impacto para 2012 é de R$ 217 milhões.
“Esse é um incentivo para a realização de transplantes mais complexos, como o de coração, fígado e pulmão. Quanto mais tipos de transplantes um hospital fizer maior será o incentivo pelo procedimento realizado”, diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que, além de pagar pelo transplante realizado, “isso é mais um incentivo para a manutenção do paciente na UTI por um período maior, se for necessário. Com essa mudança estamos estimulando também os hospitais que queiram fazer transplantes mais complexos, que possam realizar esses procedimentos”, completa.
Os hospitais que fazem transplante de rim terão, ainda, um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pelo órgão. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido sobe de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.

texto: Blog da Saúde - http://www.blog.saude.gov.br/

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