6 de fev de 2012

Saúde ambiental é tema em Conferência Comunitária no Rio

Da esquerda para a direita: Líder Comunitário Rumba, Vereador Dr. Edison da Creatinina e Seu Romeu
O vereador Dr. Edison da Creatinina compareceu na manhã de sábado, 04 de fevereiro, à III Conferência Comunitária de Saúde Ambiental, no bairro de Rocha Miranda. O evento foi uma iniciativa da associação comunitária Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP) e contou com a parceria de Federações como das Associações das Favelas do Estado do Rio de Janeiro (FAFERJ), das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro (FAMERJ), das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio), Municipal das Associações de Favelas do Rio de Janeiro (FAF-Rio), do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (SindsPetro), além de instituições como Fiocruz, Movimento Viva Rio e Indústria Pan-Americana.

A conferência foi aberta pelo pastor evangélico Odalírio Luiz da Costa, que citou o livro do Gênesis, da Bíblia, como sendo um grande tratado ambiental. Depois conclamou as pessoas a elevarem seu nível de consciência como forma de ampliar a cidadania.

Em seguida o líder comunitário e articulador da participação de lideranças de favelas na Conferência Rio+20, Jocelino Porto, presidente do NEPP, fez um breve histórico sobre a entidade e  ainda uma prestação de contas do evento, ressaltando a importância da união das entidades ambientalistas e sociais para a conquista de mudanças na sociedade.

O Vereador Dr. Edison da Creatinina foi convidado a dar um depoimento e falou de sua trajetória como médico nefrologista, de sua escolha por lutar pela divulgação da importância do exame da Creatinina para encontrar doenças renais e de buscar melhorar a condição dos doentes renais crônicos. Para o Vereador, o desconhecimento dos limites do trabalho de um legislador por grande parte da população cria uma aura de descrença na Câmara de Vereadores.

Foi consenso entre os participantes que existe uma crise de Educação que expõe o morador da favela a um processo degenerativo de cidadania. Temas como a destinação do lixo, a subversão dos paradigmas sociais e a Saúde precisam ser melhor explorados e aperfeiçoados por parte do poder público para motivar a sociedade como um todo.

A conferência contou ainda com a participação do Sr. Romeu Felisberto de Andrade,  de 78 anos,  ex-lavrador, coordenador doe um projeto de agricultura para crianças na comunidade do Village, no bairro da Pavuna, que deu um depoimento conclamando as pessoas a desempenharem suas tarefas com mais amor, deixando os interesses pessoais de lado, a fim de elevar o equilíbrio das sociedades. Para o Sr. Romeu, a Saúde é uma obrigação não só dos governos porém uma responsabilidade de todos.

Sobre o tema da Rio+20, Carlos Henrique (Painel), do Comitê Facilitador da Rio + 20, trouxe notícias atualizadas sobre a organização do evento, lembrando que a Conferência precisa de grande envolvimento da sociedade para ser significativa.

No segundo bloco, o médico Alexandre Modesto, Coordenador de Saúde da AP3.3 (área de planejamento da Prefeitura do Rio que abrange o bairro de Rocha Miranda), explicou que essa área conta com 29 unidades de Saúde, em uma região com quase um milhão de cidadãos, e declarou que mais do que unidades de Saúde esses locais são espaços com potencial para desenvolvimento de cidadania. Todas as unidades estão abertas para discutir cidadania, segundo afirmou.

Para o Dr. Alexandre, em sua área de ação incentiva-se a criação de conselhos locais de Saúde, que ajudam na divulgação e amadurecimento das discussões nas comunidades: “Sou um grande incentivador da participação da sociedade no debate sobre Saúde”, concluiu.

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