1 de abr de 2011

Câmara do Rio dá o primeiro passo na Comissão Especial da RIO + 20


O que estava programado para ser audiência pública acabou em debate. A primeira convocação da Comissão Especial da Câmara Municipal do Rio para acompanhamento da Conferência Rio + 20, no âmbito do município do Rio, aconteceu na terça-feira, 29 de março de 2011, durante toda a manhã, no Auditório da Câmara, na Cinelândia. O encontro foi conduzido por dois dos cinco vereadores que compõem a Comissão parlamentar: o Dr. Edison da Creatinina (PV/RJ), que a criou e preside, e o vereador Rubens Andrade (PSB).

Quem busca os principais temas que serão discutidos na Conferência oficial, convocada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ocorrer no Rio em 2012, exatamente 20 anos depois da chamada Cúpula da Terra, ocorrida em 1992, encontra algo mais ou menos assim: Economia Verde e soluções para a erradicação da pobreza no contexto do desenvolvimento sustentável e ainda os compromissos no plano institucional para assegurar o desenvolvimento sustentável.

No debate na Câmara, as duas convidadas, componentes da Comissão Facilitadora da Sociedade Civil da Rio + 20, Nahyda Franca (IBASE) e Fátima Mello (FASE), tocaram nos principais planos da conferência oficial, mas, principalmente, mostraram o que se pretende alcançar na chamada conferência paralela, da sociedade civil. Para elas, o Rio tem todos os problemas ambientais temas de uma conferência desse porte e tem também todas as possibilidades de discuti-los. No paralelo, a sociedade civil quer pôr em pauta, na agenda ambiental do planeta, o conceito de Justiça Ambiental, que almeja que as sociedades excluídas deixem de ser as principais vítimas dos impactos ao meio ambiente e passem a tomar parte nas soluções – isto, sim, segundo as duas pesquisadoras, um avanço no debate sobre desenvolvimento sustentável.

Um comitê municipal para pôr na ordem do dia os temas da cidade, a sociedade como protagonista de uma oportunidade de organizações populares dialogarem com o mundo, talvez a base da sociedade ensinando aos governos os termos de uma articulação – já que, no plano institucional, tratados e convenções sobre meio ambiente não vêm surtindo o efeito planejado.


Veja também em Notícias da Câmara do Rio.


Imagem: Arquivo do Gabinete


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