12 de ago de 2012

Olimpíada de 2016 é agora!



A revista Isto É traz na edição desta semana uma entrevista com o prefeito Eduardo Paes. Ele fala das responsabilidades que a cidade passa a ter a partir deste domingo, com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres. Nesta segunda, a Bandeira Olímpica chega ao Rio, ficando até o fim dos jogos, daqui a quatro anos.
Os desafios são muitos. Muita coisa precisa mudar para que a gente consiga chegar aos pés da cidade britânica em termos de infraestrutura. O prefeito assume que vamos fazer muita coisa na base da improvisação, como as linhas de metrô. Não dá nem para comparar o tamanho das redes. Claro, os ingleses investem há mais de 100 anos em transporte. Já nós... Mesmo quando resolvemos fazer, optamos por um sistema caro e excludente, que vai privilegiar poucas pessoas.

Os bairros afetados pelas obras de revitalização já sofreram grande valorização. Mais uma vez, a especulação imobiliária vai fazer as pessoas morarem cada vez mais longe, uma vez que muitas não terão condições de se manter em seus locais de origem. São os efeitos da faxina do prefeito. Ao mesmo tempo, vias de fundamental importância, como a Perimetral, são demolidas sob o argumento de que são “feias”.

Sinceramente, não gostaria de ficar preso no engarrafamento em um túnel de mais de três quilômetros. Se eu morasse no subúrbio, ficaria triste só em pensar que onde construíram uma estação do caríssimo Transcarioca estava a minha casa. É isso que a prefeitura vem fazendo. Transformando a cidade em um grande canteiro de obras, muitas de eficiência duvidosa, e quase todas feitas com a truculência que só esta administração que aí está sabe fazer.

Apesar do sucesso do BRS na Zona Sul e no Centro, o restante da cidade ainda sofre com congestionamentos cada vez maiores. Programas como o Asfalto Liso se mostraram apenas de fachada, já que a fina camada de asfalto some rapidamente.

Enquanto isso, o prefeito abandona os hospitais públicos, deixando-os à míngua, privilegiando a proliferação das clínicas de lata; na prática, privatizadas, sob controle das OSs. A educação, da qual Eduardo diz ter orgulho, patina e só não está pior por causa do amor dos professores e funcionários à profissão que escolheram.

Enfim, antes de pensar na glória de ser o prefeito de uma cidade olímpica daqui a quatro anos, o prefeito tem de enfrentar esses poucos desafios que listamos, e que temos que superar já, não em 2016. A cidade precisa ser para todos, e não apenas para futuros turistas e empresários interessados em investir na cidade.

Vereador Dr. Edison da Creatinina

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