24 de jul de 2012

Ligeirão: corredor de perigos já chamado de BRTrem



Mal foi lançado, o BRT Transoeste já apresenta problemas. Ônibus superlotados, paradas cheias e acidentes fazem parte do cotidiano do sistema. Reportagem publicada em O Globo desta terça-feira, 24 de julho, mostra que a distância entre as estações e os sinais de trânsito funciona como um convite para que pedestres atravessem fora das faixas, aumentando o risco de atropelamentos. Desde a implantação do sistema foram registrados nove acidentes, sendo três atropelamentos, com uma morte.

Os usuários reclamam dos intervalos irregulares, que fazem com que os coletivos já saiam de Santa Cruz lotados. A população já apelidou o Ligeirão de BRTrem, tamanho o desconforto. O temor é de que as outras linhas que fazem a ligação entre a Barra e a Zona Oeste sejam desativadas. O plano da prefeitura é transformá-las em linhas alimentadoras, fazendo paradas em algumas estações.

A falta de confiança no transporte faz com que muita gente opte por usar a bicicleta. Algumas estações não têm bicicletários. Ciclovias, então, são raras, apesar de a cidade ter a maior malha cicloviária do Brasil. Muita gente se arrisca nas pistas do Ligeirão, o que pode ocasionar graves acidentes. O jardineiro Paulo Sérgio de Macedo foi atingido por um ônibus no dia 6 de julho, ao tentar atravessar o corredor, na altura do Novo Leblon, na Barra.

A verdade é que a prefeitura precisa encontrar uma solução o mais rapidamente possível, antes que uma tragédia de grandes proporções aconteça. Os sinais não poderiam ser instalados mais perto das paradas? Campanhas educativas mais contundentes também seriam bem-vindas. Outra solução, esta mais urgente, é a implantação de mais ciclovias na Zona Oeste, integradas às estações do sistema.

Vale lembrar, também, que o BRT não pode ser considerado um transporte de massa, como o metrô e o trem. São menos pessoas transportadas e mais poluição. Mas os técnicos da prefeitura garantiram que o sistema daria conta do grande fluxo de pessoas. Temos outros corredores sendo implantados e a expectativa é de que as queixas cresçam tão rapidamente quanto passam os ligeirões.

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