25 de nov de 2011

ALERJ faz Audiência Pública para apurar a situação do vazamento de petróleo no Campo do Frade

Vereador Dr. Edison da Creatinina esteve presente na audiência pública na tarde de quinta, dia 24 de novembro, convocada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Alerj, para apurar a situação do derramamento de petróleo no Campo do Frade. Os deputados anunciaram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, para apurar quais os fatores que culminaram no vazamento, que pode chegar às praias da Região dos Lagos e até a outros estados.
Deputados do Rio mencionaram a necessidade de criação de um centro de prevenção, controle e monitoramento da extração do petróleo em toda a região da Bacia de Campos. A autora da CPI deputada Aspásia Camargo PV-RJ, acredita que o centro deve ser controlado pela Petrobras e as informações devem ser abertas para consulta.
Além dos deputados, participaram o Secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea),  Marilene Ramos, prefeitos e autoridades de outros municípios do Estado, representantes do Ibama, do Ministério Público Federal, além do Supervisor de Meio Ambiente da Chevron, Luiz Pimenta.
O Supervisor da Chevron apresentou imagens com o passo a passo da empresa para solucionar a crise. Segundo ele, o problema maior de vazamento foi controlado em apenas quatro dias, por conta de problemas de clima, apresentando o dado de que o vazamento foi de 2,4 mil barris de petróleo na Bacia de Campos. “Estamos fazendo investigações e assim que tivermos os resultados, vamos divulgar e trabalhar em cima deles para que este tipo de acidente nunca mais ocorra, e disponibilizaremos toda a documentação para que sirva de ajuda no caso de outros vazamentos”, completou.

Luiz Pimenta negou ainda que a Chevron venha explorando petróleo na camada do Pré sal, apresentando como justificativa que a licença da empresa não permite essa exploração.
Marilene Ramos, do Inea, defendeu a aprovação de um plano nacional de contingência, que segundo ela está engavetado em Brasília, aguardando aprovação.
Para o vereador Dr. Edison, atento a toda essa discussão, “é imprescindível que se tomem providências drásticas para impedir esse tipo de impacto na natureza. São necessários controles e transparência para que no futuro as empresas tenham mais responsabilidade com a exploração do petróleo. Os valores advindos das medidas compensatórias deveriam também exatamente ser canalizados para o aparelhamento da monitoração ambiental e da fiscalização dessas atividades causadoras dos maiores impactos”.
Vale lembrar que a Chevron tem processos em vários países do mundo apurando  irresponsabilidades na extração do petróleo.

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