17 de mai de 2011

Comissão de Transplantes da Câmara do Rio realiza sua primeira audiência pública


A primeira Audiência Pública da Comissão Especial com a finalidade de acompanhar a situação das Doações e Transplantes de Órgãos e Tecidos no Âmbito do Rio de Janeiro, que aconteceu nesta sexta-feira, 13/05, na Câmara do Rio, foi presidida pelo vereador “Dr. Edison da Creatinina” (PV-RJ), criador e presidente dessa Comissão, no auditório da casa, e contou com a participação do Coordenador do Programa Estadual de Transplantes no Estado – PET, Dr. Eduardo Rocha, além dos principais responsáveis pelos centros hospitalares que realizam transplantes na Cidade e também com representantes de associações de transplantados do Rio e componentes da sociedade civil.

Na reunião da Comissão Especial da Câmara estiveram presentes os vereadores que a compõem: Tio Carlos (DEM), como vice-presidente, Dr. João Ricardo (PSDC), como relator, Dr. Jorge Manaia (PDT), como vogal.

Segundo o vereador Tio Carlos, único componente da Comissão que não é médico, este trabalho dará continuidade ao que já realiza no acompanhamento das crianças e adolescentes da Cidade, pois nos hospitais públicos está grande parte dos problemas que costuma fiscalizar. O vereador Dr. João Ricardo, cirurgião com experiência na área de transplantes, declarou que os dados que havia preparado para apresentar durante a Audiência estavam equiparados aos já apresentados pelo coordenador do PET. O vereador Dr. Jorge Manaia também ressaltou a importância do conhecimento técnico das equipes, não descartando a influência que a política exerce sobre todas as questões da Cidade.

O encontro teve como principal objetivo buscar informações sobre o andamento do sistema de transplantes no estado do Rio, apurar o envolvimento dos hospitais municipais nesse processo, bem como encontrar formas de envolver a Câmara do Rio para que possa contribuir para a melhoria do sistema.

O Dr. Eduardo Rocha, responsável pelo PET, mostrou ao público os dados sobre transplantes de órgãos no país e no estado, apresentando comparativos e informações sobre como encontrou o programa e sobre algumas vitórias já conquistadas:

“Já temos uma nova sede, que concentra várias etapas da rotina de transplantes, e criamos um número público, o 155, concentrando todas as informações sobre transplantes em todo o Estado”, falou o Dr. Eduardo Rocha.

A conclusão é de que, no Rio, o sistema de realização de transplantes apresenta problemas em todas as suas etapas, que envolvem terapia intensiva, cirurgias de captação, cirurgias de implante e fase pós-transplante:

• Não temos profissionais suficientes nos hospitais para realizar cirurgia de transplante e a baixa remuneração dos profissionais existentes é um fator desmotivador;
• O fato de hospitais federais e/ou universitários não poderem receber verbas suplementares é um impedimento;
• Hospitais não notificam todos os possíveis doadores;
• Os pacientes têm grande dificuldade de realizar exames para primeiro transplante, demorando de seis a sete meses para conseguir entrar na lista;
• A desistência de pacientes desmotivados é alta;
• Há um boom de pacientes migrando para o transplante em outros estados.

Para melhorar o sistema, foram apontadas as seguintes medidas:

  • Aumentar a taxa de efetivação dos transplantes;
  • Aumentar a participação familiar nas doações e a conscientização na sociedade;
  • Aumentar o suporte aos doadores;
  • Credenciamento de novos centros de transplantes;
  • Trazer a discussão da inclusão dos hospitais privados;
  • Aumentar os treinamentos e cursos para as equipes de transplantadores;
  • Propor melhorias na remuneração dos profissionais de transplante, inclusive os que trabalham na captação dos órgãos;
  • Criar um sistema de facilitação par exames pré-operatórios;
  • Buscar modelos consagrados em outros estados como São Paulo e Santa Catarina e países como Portugal que já possuem excelência no assunto;
Para os representantes das associações de transplantados, muito ainda deve ser feito para que o PET receba a justa atenção por parte dos pacientes. Muitos transplantados não veem o programa com muito interesse, mas se mostraram bastante animados com as propostas apresentadas. A maioria acredita que com o envolvimento da Câmara do Rio e dos hospitais municipais o sistema vai tomar um rumo diferente do que foi visto até agora. A principal reclamação das associações tem a ver com a demora no resultado dos exames pré-operatórios e no acompanhamento pós-transplante, pois o paciente já fragilizado se sente inseguro com o andamento do processo. A Comissão foi reconhecida pela maioria das associações, pelo valor da iniciativa do vereador Dr. Edison da Creatinina, que já acompanha há muitos anos, em sua experiência pessoal como médico nefrologista e professor no setor público, o sofrimento dos transplantados e todas as suas etapas.



Um comentário:

  1. Olá, blogueiro (a),

    Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.

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    Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

    Atenciosamente,

    Ministério da Saúde
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