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11 de out. de 2012

A revolução dos bichos




Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.
George Orwell



Recebi uma carta, do senhor Hélio Teixeira, que gostaria de compartilhar com os colegas:

“Considerando o número de votos que você obteve a um custo financeiro pessoal pequeno – o que é um grande feito- não seria o caso de aproveitar o momento de comoção política por que estamos passando e divulgar na mídia o seu feito para todo o Brasil? Pode ser exagero, mas não é. O povo não aceita a atmosfera de bandalheira que existe nos partidos e nas campanhas. Com divulgação, sua campanha poderia despertar o país para uma conduta viável, limpa e transparente. Não sou afeito à política e nem tenho informação de bastidores, então, talvez minha pergunta possa ser ingênua. Mas acho que sua campanha foi excepcional e merece destaque, mesmo que não tenha conseguido a reeleição. Quem sabe não seria o começo de um novo jeito de fazer política no país, e um caminho para uma mudança radical em nossos costumes? 'O possível não seria possível se ninguém tivesse tentado o impossível'. Abraços. Hélio”.

São correspondências como essa que me dão a certeza de estar no caminho certo, ao propor uma nova maneira de se fazer política. Quero deixar registrado meu agradecimento.

Eu gostaria de comentar a fala do nobre colega Paulo Messina, na sessão de ontem, já que 
ele pediu verificação de quórum e a sessão foi encerrada, sem que houvesse tempo para que eu pudesse responder.

Segundo um dos princípios da Constituição Cidadã de 1988, todos são iguais perante a Lei. Não existe cidadão de segunda classe, todos têm os mesmos direitos. Essa foi uma vitória conquistada arduamente na luta contra a ditadura.

Não existe vereador biônico. Todos foram eleitos. Alguns, inclusive, contando com os votos recebidos por colegas de partido e os de legenda, sem os quais, talvez, não fosse possível comemorar uma vitória eleitoral.

Todos os que aqui estão representam uma parcela do eleitorado; têm os mesmos direitos que um vereador com mais tempo de casa, incluído aí o direito de fazer parte de comissões e, inclusive, ser líder do partido, se a bancada do partido entender que tem condições para isso. Desqualificar a liderança do partido e chamar de aberração a conquista democrática dessa função é desqualificar o próprio processo democrático.

No discurso de ontem, citei Marina Silva como exemplo de coerência política e de caráter, e não volto atrás uma linha no que disse. Afirmar que uma coisa tão importante como a definição dos rumos de um partido pode ser creditada a uma pessoa que sequer faz parte dos quadros da sigla é de uma leviandade sem tamanho.

É deselegante expor as feridas que o processo eleitoral causa em todos os partidos. É deselegante tomar partido na hora errada, para o lado errado. E mais deselegante ainda é atacar covardemente os colegas de partido e pedir verificação de quórum, encerrando a sessão, sem dar espaço a replica e à chance de se aparar algumas arestas.

Fosse eu deselegante, ou até mesmo mal educado, relembraria as palavras do senador Fernando Collor ao colega Pedro Simon, no Senado Federal: “São palavras que não aceito. Quero que o senhor as engula e as digira, como julgar conveniente”. Mas não sigo esse caminho.

Uma das características mais intrigantes do ser humano é a agressividade, reflexo de nossos instintos mais primitivos. Não importa a idade, não importa a circunstância, em algum momento nos veremos nessa situação. Já a moderação é recomendada quase sempre, inclusive na política. Portanto, agressões físicas ou verbais devem ser evitadas. Jovens políticos custam a aprender a lição. Foi o que vimos neste Plenário na tarde de ontem.

Quanto ao partido, como bem disse Fernando Gabeira, um dos grandes mentores dos verdes, é hora de ter a decência de refletir silenciosamente sobre sua atuação antes de voltar à cena. Como líder do Partido Verde na Câmara Municipal, eleito de acordo com a vontade da maioria da bancada, é bom que se diga, acredito que um bom caminho para essa reflexão seria o recolhimento.

Responder a acenos políticos de ocasião, além de ser péssimo para a imagem do Partido, soa como uma ofensa e um desrespeito à imagem de uma sigla que se notabilizou por propor soluções alternativas para a cidade, longe da velha política, tão cara a algumas agremiações e, ao que parece, a alguns colegas também.

31 de mai. de 2012

Eu apoio a revisão do Pacto Federativo

Quero falar, hoje, sobre a Campanha Nacional pela Revisão do Pacto Federativo, liderada pela minha companheira do Partido Verde, a deputada estadual Aspásia Camargo. A campanha foi lançada pela União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) no último dia 10 de maio, na Alerj.

A deputada Aspásia é conhecida de todos nós e, inclusive, é nossa candidata a prefeita pelo Partido Verde. Integrou esta Casa e está à frente de uma causa que merece todo o nosso apoio.Cada ente federativo tem suas funções, direitos e deveres firmados no acordo conhecido como Pacto Federativo.

Precisamos acabar com a diferença brutal que existe entre o que a União arrecada e o que repassa aos estados e às prefeituras. Os juros que o governo federal cobra dos estados, atualmente, supera as taxas de mercado. Enquanto a arrecadação da União cresceu 25%, de 2007 a 2010, as transferências aos estados aumentaram apenas 15,3% no mesmo período.

Queremos a redução das desigualdades regionais; por isso reivindicamos novos parâmetros para o equilíbrio de forças entre União, estados e municípios. Queremos a descentralização das políticas e dos recursos públicos. Esse é o tema que tomará conta do Congresso Nacional antes do período eleitoral.

Propomos que o Fundo de Participação dos Municípios tenha um indicador que auxilie no aumento das receitas, da mesma forma que, hoje, é feito para calcular o ICMS verde, um índice que valorize os municípios que protegem seus recursos naturais e auxiliam, assim, no desenvolvimento sustentável.

Essa discussão está com 19 anos de atraso, desde a revisão da Constituição, em 1993. Os congressistas vão tratar, também, da revisão das alíquotas do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços –, além de novos critérios para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados. Isso seria fundamental.

Não podemos esquecer que a questão da distribuição dos royalties do petróleo também vai entrar na pauta. E, se não queremos, na qualidade de estado produtor de petróleo, perder mais direitos, precisamos estar vigilantes. Apesar de o debate ser fundamentalmente técnico e isento, não podemos ser ingênuos a ponto de achar que a política não vai influenciar as decisões. Com certeza, vai, senhores.

Temos que participar ativamente das discussões e interferir politicamente, através da Campanha pela Revisão do Pacto Federativo e da divisão do poder de tributar e redistribuir os recursos. Há cerca de 15 dias participei de uma reunião na Alerj liderada pela deputada estadual Aspásia Camargo, em que havia mais quatro deputados de diferentes estados e eu era o único vereador presente. Tive contato, então, pela primeira vez, com esse tema do Pacto Federativo, que demonstra, justamente, a distribuição do dinheiro em todos os níveis, ficando os municípios, infelizmente, com a parte menor, o que leva a dificuldades para o oferecimento de saúde, educação, transporte e tudo de que o município necessita.

Sobre essa questão, haverá, no fim deste mês, uma reunião nacional no nordeste do Brasil; se não me engano, no Ceará. É um assunto que começa a permear as discussões das câmaras de vereadores, e faremos novas discussões de informação sobre o que é, realmente, o Pacto Federativo.

17 de mai. de 2012

O Dia Mundial de Combate à Homofobia e o Complexo Lagunar de Jacarepaguá


Comunicado de liderança do PV na Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Senhor presidente, senhores vereadores, assessores, demais presentes, telespectadores da TV Câmara, jornalistas e público das galerias.

Prezados colegas vereadores,

Hoje, 17 de maio, como líder do Partido Verde, quero destacar  que esta data tornou-se simbólica no  combate à homofobia.
Nesta data, em 1990, a Organização Mundial de Saúde tirou o homossexualismo de sua Classificação Internacional de Doenças. Apesar dos avanços conquistados nos últimos 22 anos,  ainda existe um longo caminho a se percorrer na luta pelo respeito à diversidade e pelo reconhecimento pleno de seus direitos.
O Partido Verde tem como um de seus doze valores o respeito à diversidade e é contra qualquer tipo de discriminação.
E por falar em verdes,  estamos a pouco menos de um mês da Rio+20, maior conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável já realizada desde a Rio 92.   Apesar do empenho da imprensa, da sociedade civil e do poder público, e da instalação da Comissão Especial de Acompanhamento da Rio+20, que presido,
o tema ainda é desconhecido pela maioria da população.
No domingo, fiquei triste ao ler uma reportagem que mostrava as péssimas condições do Complexo Lagunar de Jacarepaguá. Ilhas formadas por sedimentos, algas que se alimentam de matéria orgânica, lixo, muito lixo , o elevado assoreamento das lagoas e esgoto onde deveria haver  apenas água.
Todo esse cenário de destruição a poucos metros de onde chefes de Estado discutirão os rumos do planeta é uma grande incoerência. Algo vergonhoso para  a nossa cidade.
Dragar a lagoa é uma coisa, despoluí-la é outra, completamente diferente. O controle sobre loteamentos irregulares, a construção de estações de tratamento de esgoto e educação e saúde ambiental são temas comuns nos discursos, mas falta passar do discurso para a prática.
É nosso dever fiscalizar as ações que a prefeitura promove. Para esse fim, encaminhei um requerimento de informações sobre o Complexo Lagunar de Jacarepaguá ao prefeito Eduardo Paes.
E, por falar em Rio+20, aproveito para convidar a todos para a audiência pública que a comissão especial da Rio+20 vai realizar no dia 22 de maio, terça-feira, às 18 horas, no auditório desta casa, com o tema  'A saúde e a Rio+20'. 

 Obrigado a todos!

10 de mai. de 2012

O valor da informação e as riquezas comuns


Comunicado de Liderança do PV na Câmara Municipal do RJ

Senhor presidente, senhores vereadores e vereadoras, assessores, demais presentes,  telespectadores da TV Câmara, jornalistas e público das galerias.

Hoje venho aqui, como líder do Partido Verde na Câmara de Vereadores, mostrar minha satisfação pela aprovação em segunda discussão do Projeto de Lei n° 1104/2011, de nossa autoria. Esse projeto obriga a publicação de informações ambientais para atividades e empreendimentos no âmbito municipal, sujeitos a licenciamento ambiental.

Estou certo de estar dando grande contribuição como integrante do Partido Verde, contribuindo também para a conscientização da sociedade em relação ao cuidado com as riquezas comuns, que possibilitam a sobrevivência de todos.

Esse projeto visa garantir que o acesso da população ao maior número de informações possível sobre questões  que afetam sua qualidade de vida, tanto dos órgãos ambientais  como das empresas. Licenciamento ambiental, pedidos e licenças para supressão de vegetação, estudos do impacto ambiental do empreendimento e de suas atividades, autos de infrações, termos de ajustamento de conduta, entre outras informações, serão disponibilizadas em meio eletrônico a todo cidadão interessado. E os órgãos e entidades da administração pública, integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente, ficam obrigados a permitir o acesso público e gratuito aos documentos.

Por uma feliz coincidência, nosso projeto está totalmente em sintonia com a lei federal  n° 12.527, que entrará em vigor dia 16 de maio. A lei federal determina que todo cidadão poderá solicitar  informações a órgãos públicos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário em todos os níveis. A lei fixa a publicidade como regra e faz do segredo uma exceção.

Obrigado a todos!

26 de abr. de 2012

Novo Código Florestal Brasileiro mobiliza a sociedade, que assiste assombrada uma extinção anunciada.


No detalhe, a fita preta de repúdio e lu
Comunicado de Liderança do PV na Câmara Municipal do RJ

Nós do Partido Verde estamos consternados e perplexos com a aprovação, na noite desta quarta-feira, 26 de abril, do Novo Código Florestal pela Câmara dos Deputados. Não falo apenas em nome do Partido, mas também do cidadão que acompanha as informações sobre a elevação da temperatura do planeta, fato mais do que comprovado por vários estudos científicos. 
Precisamos ter consciência da importância da preservação das florestas, para viabilizar a vida, no mínimo, nas condições como ela se apresenta hoje.
A aprovação do Novo Código Florestal, com redação do deputado Paulo Piau, foi um duro golpe nos planos de convencimento dos cidadãos para fazer a sua parte. Uma contribuição para tornar a vida possível, não só  para o presente, mas também para as gerações futuras.
É importante esclarecer que a luta contra um código florestal que condena as florestas e beneficia apenas os ruralistas não se trata de meros ambientalistas querendo ficar “bem na foto” às vésperas da conferência Rio+20, como infelizmente se pensa.
A questão ambiental é muito mais séria e muito mais complexa, porque existem implicações de proporções imprevisíveis. Os parlamentares que aprovaram esse texto são, na melhor das hipóteses, míopes e  negligentes. Estão pensando apenas nos interesses individuais e econômicos em curto prazo.
O ponto de vista reacionário de outros países desmatadores gerou riquezas e agora é a vez do Brasil. O fato precisa ser revisto com urgência. A vida precisa ser repensada. A sociedade não vai conseguir continuar nesse patamar de uso dos recursos naturais.
Ainda não se deram conta de que o meio ambiente é o grande envelope que “abarca simplesmente a totalidade das coisas”. A preservação das florestas é comprovadamente fundamental para o equilíbrio dinâmico do planeta. A grande discussão que nos desafia hoje é justamente conseguir extrair da terra, de forma sustentável,  a sobrevivência.
Depois, não vamos chorar as mazelas da nossa irresponsabilidade, é a tal "crônica de uma morte anunciada".
O Partido Verde faz a sua parte e brada: – Veta, Dilma!
Ou venceremos juntos ou perderemos todos.

Obrigado.

2 de abr. de 2012

Plenária Verde reune políticos, filiados e simpatizantes no Méier

O Partido Verde realizou na tarde de sábado, 31 de março, no Sport Clube Mackenzie, na Rua Dias da Cruz, 561, no Méier, sua 4ª Plenária Verde Carioca. O evento fez uma convocação para filiados, grupos de discussão política e simpatizantes para tratar da organização administrativa das interzonais nos diversos bairros e regiões cariocas.
Na pauta do dia foram discutidos temas como: Atualização e informes do projeto de nucleação interzonal do PV-Rio; Orientação para a elaboração dos diagnósticos socioambientais locais, com vistas a estimular ações dos núcleos locais; Redefinições de áreas de abrangência; Apresentação de proposta de conselho verde da cidade.
A principal cobrança dos filiados presentes tem relação com o sistema de comunicação do partido, que não informa sobre eventos e atualizações dos trabalhos partidários.
Na mesa estavam o vereador Dr. Edison da Creatinina, a vereadora Sônia Rabello, o presidente municipal do Partido Verde José Augusto Silveira, a secretária da Mulher Nena Düppré e o secretário de Mobilização e Eventos do partido Flávio Lazaro (Mutley).
O vereador Dr. Edison da Creatinina ressaltou a boa visibilidade que o partido tem diante da sociedade e afirmou que são grandes os desafios para as próximas eleições. O vereador fez, ainda, um relato dos motivos que o levaram a escolher o Partido Verde e comentou a importância de se pôr em prática seus doze valores básicos. 
No final do evento foram criados núcleos zonais de discussão regional para propor soluções para problemas nos bairros.

Assista o vídeo do Dr. Edison da Creatinina sobre a propaganda partidárias do PV 2012

Veja a propaganda político-partidária do PV, com o vereador Dr. Edison da Creatinina, veiculada nos principais canais de TV e rádio do Rio de Janeiro. Se você concorda com nossa indignação, compartilha aí...

2 de fev. de 2012

Partido Verde do Rio dá início às Eleições de 2012


O Partido Verde fez no último sábado, 28 de janeiro, no Sport Clube Mackenzie, bairro do Méier, seu primeiro encontro rumo à próxima eleição. O evento foi realizado para reunir, instruir e apresentar pré-candidatos aos cargos de Vereador e Prefeito do Rio. São aproximadamente 190 candidatos apresentados em potencial para concorrer à vaga de Vereador pelo Partido, mas a Justiça Eleitoral só permite que 75 pessoas cheguem à candidatura, sendo que 30% pelo menos devem ser candidatas.
A reunião foi cheia de surpresas. Primeiro, o maior ícone político do Partido, que era bastante aguardado, não compareceu: o ex-deputado, jornalista Fernando Gabeira. Sua candidatura para uma vaga de Vereador na Câmara do Rio é tida como um fator que alavancaria a bancada e a força do PV na casa Legislativa. Trata-se de um símbolo dos verdes e como candidato a Prefeito do Rio na última eleição foi detentor de 1.640.979 votos, consagrando-se como um clássico formador de opinião para o eleitorado da Cidade.

Gabeira vem declarando categoricamente que não anunciou que viria candidato, e também que, já convidado para assinar contrato com um canal de TV, possivelmente não participará do processo eleitoral este ano.
A segunda surpresa foi o lançamento do nome do ex-superintendente do IBAMA no Rio, Rogério Rocco, presente à reunião, como pré-candidato à Prefeito, ao lado da Deputada Estadual Aspásia Camargo, que é, até agora, o outro nome do Partido como pré-candidata.


24 de jan. de 2012

Clínicas veterinárias de shoppings dentro da legalidade

Esq para direita: Dr.Edison da Creatinina, Dr.Peçanha "CRMV - RJ" e o Secretário Alexander Costa "SEOP"

Devido a uma denúncia, a Secretaria Municipal de Fazenda, com base no código de zoneamento de 1976 (Decreto 322), autuou com interdição alguns estabelecimentos veterinários localizados em edificações comerciais não exclusivas.
Qualquer procedimento onde o animal permaneça por alguns minutos é considerado uma internação, constituindo-se em uma ilegalidade. Nesse grupo estão considerados os estabelecimentos de serviços veterinários e comerciais de venda de animais que hoje em dia estão em prédios comerciais (shoppings), na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Itanhangá e Joá, todos desta forma inviabilizados. Na região, com base nas inscrições do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, CRMVRJ, há mais de 1.500 estabelecimentos comerciais de serviços veterinários, profissionais que perderão pontos importantes de trabalho.
O Decreto 322 de 1976 não vislumbrava a Barra da Tijuca como o bairro é hoje, onde as pessoas têm os seus animais e querem comodidade, segurança, mobilidade e os centros comerciais são uma realidade que se adequou às necessidades do público consumidor, com esses serviços instalados e com licença para atuar como clínica veterinária pela própria Prefeitura.
A partir de orientação do Gabinete do Dr. Edison da Creatinina, foi solicitada uma agenda com o Sr. Alexander Costa, Secretário Municipal da Ordem Pública, SEOP, que cordialmente recebeu os representantes dos Veterinários e o Vereador, na segunda, 12 de dezembro último, se comprometendo a, através do Vereador, instituir uma proposta de atualização desta legislação.

22 de out. de 2011

Sobre as manifestações civis atuais: precisamos nos apressar


Dr. Edison, na quinta-feira, 21, no plenário, sobre o movimento popular da cidade de Nova Iorque, Ocupar Wall Street (que acontece no parque Zucotti, centro financeiro, onde manifestantes estão acampados desde o meio de setembro), referiu-se aos dados de uma pesquisa colocada no site occupywallst.org com cerca de 1500 entrevistados:

“A pesquisa sugere que há uma grande dose de insatisfação popular com a afiliação partidária, bem como um enorme apoio para a mudança radical dos rumos da democracia nos Estados Unidos da América. Vamos ver: 92,5% dos entrevistados apoiando os protestos. Isso tudo está inspirando pessoas no mundo todo e me lembrou um texto de Herbert Daniel, escritor e poeta, que empresta seu nome para a fundação do Partido Verde, chamado ‘Somos a maioria’ do qual citarei parte.

foto: Atisha Paulson

Somos quem quer um menor contingente armado de homens nas ruas da cidade, queremos menos guerra civil. Somos quem não quer se intoxicar com as drogas pesticidas, agrotóxicos, fumaças de indústrias, poluição. Somos quem não quer ver rios assassinados. Somos quem não quer ver a terra assassinada. Somos quem quer que a liberdade de expressão de pensamento seja uma matéria sobre a qual não se legislará. Somos quem quer proibir todo tipo de censura. Somos quem quer rádios livres, televisões livres, ouvintes livres...somos quem quer menos leis, porém melhores e mais legítimas. Somos quem não quer ser obrigado a escolher sempre entre coisas que não quer. Somos quem quer. Somos contra quem só pode mandar e impedir. Somos quem faz. Somos, todos nós, quem cria. E quem faz não precisa mandar, nem pedir. Faz. Somos a maioria.


Impressionante como 30 anos se passaram e o caráter combativo e de vanguarda do texto se mantém. Ele se encaixaria perfeitamente nas manifestações civis atuais. Elas começam tímidas, mas vêm carregadas de convicções firmes, são multiplicadas por contaminação viral e estão muito velozes. Precisamos nos apressar”.

foto: Atisha Paulson
Nota do Blog: Atisha Paulson, fotógrafo, cedeu as imagens e apoia o Movimento Occupy Wall Street.
link para as fotos de Atisha Paulson

7 de out. de 2011

Bicicleta como uma alternativa para o transporte no Rio é tema de debate na Câmara Municipal


O Debate Público “Bicicleta, uma alternativa para o transporte no Rio” convocado pelo vereador Dr. Edison da Creatinina (PV), foi realizado na quinta-feira, 6 de outubro, a partir das 18h30, no auditório da Câmara Municipal do Rio, com o propósito de avaliar a situação atual desse sistema no Rio, conhecer projetos de traçados, propor alternativas e ouvir as principais reivindicações da sociedade e dos usuários de bicicleta na cidade.

Fizeram apresentações o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes Moraes, representando a Prefeitura do Rio, responsável pela implementação e manutenção do sistema cicloviário; José Lobo, da Organização Transporte Ativo, entidade militante pelo uso consciente das bicicletas; a blogueira Thaís Lima, conhecida popularmente como Mulher de Ciclos, que difunde o uso da bicicleta; Robson Combat, da Bike AnjoRJ, grupo de voluntários que auxilia ciclistas no se uso como meio de transporte, e Tiago Leitman, da Passeio Completo, organizador de passeios de bicicleta sonorizados no Rio e fora.

Segundo o Subsecretário Altamirando Moraes, embora a Prefeitura possua um plano diretor que implementa e gerencia uma malha cicloviária, as bicicletas podem e devem ocupar todas as vias destinadas aos outros veículos na Cidade e a segregação de espaços a ela destinados existe como uma medida de segurança da cidade carioca que já tem dois milhões e meio de automóveis. O Subsecretário falou das metas da Prefeitura de dobrar a malha cicloviária, até 2012 em relação à 2008; de reinaugurar uma rede de aluguel de bicicletas com 260 estações e 2600 bicicletas -- 600 disponíveis ainda este ano --; de ter estações de metrô interligadas por ciclovias; ter ciclovias ligando os estádios do Maracanã e Engenhão; de conectar Aterro, Porto e Quinta da Boa Vista, de vias novas como Transolímpica, Transoeste e Transcarioca obrigatoriamente contemplando ciclovia, dentre outros projetos e programas em curso informados.

Sobre ações e ideias para o incentivo ao uso da bicicleta, apresentadas pelas organizações presentes,  foi mencionado o incremento do embarque no Metrô das bicicletas, que hoje já é permitido aos sábados e domingos, a necessidade de instalação de muito mais bicicletários nas estações assim como em toda a Cidade; a necessidade do serviço de aluguel de bicicletas e pontos para deixá-las como sendo fundamental para o uso como transporte; a possibilidade de embarque de bicicletas nas barcas; a necessidade de realização de educação continuada; a importância da instalação, por qualquer cidadão ou comércio, de bicicletários; a opinião de que não são necessárias grandes somas para o incremento do uso; a ausência de estudos consistentes de impacto viário por parte do setor público; a conclusão de que no Rio estudos comprovam que os usuários de automóvel passam 25 dias ao ano engarrafados dentro dos carros.

Robson Combat, voluntário da BikeAnjo, enfatizou o papel da sociedade civil empenhada em ações para tirar as pessoas de dentro de casa, dos coletivos e carros para pedalar, o reconhecimento da imobilidade nas cidades  e da bicicleta como a solução de mobilidade sustentável para o transporte do dia a dia, acrescentando que em outras cidades, como Londres, por exemplo, trata-se de um projeto do governo. Thiago Leitman, da Passeio Completo concluiu os depoimentos reforçando que, para uma verdadeira mudança de cultura, a bicicleta não pode ser vista somente como esporte tampouco como brinquedo de criança, assim como o automóvel, por outro lado, precisa perder a imagem de símbolo de prestígio.

No auditório, os representantes do bairro de Copacabana reclamaram da ausência de fiscalização nas suas ciclovias, frequentadas mais pelos carrinhos de bebê e pedestres do que ciclistas, de serem as ciclofaixas mal projetadas, da necessidade de instalação de mais radares e redutores de velocidade no bairro; do bairro da Ilha do Governador, houve solicitação de bicicletários nas escolas e nos terminais do aeroporto internacional do Rio.

Também prestigiaram o debate os vereadores Tio Carlos (DEM) e Israel Atleta (PTB). Este último contou que uma vez por semana vem para a Câmara de bicicleta. Segundo o vereador Dr. Edison da Creatinina, já foi encaminhada por ele à Presidência da casa uma solicitação de instalação de bicicletários, finalizando com uma promessa de que uma segunda parte do debate será realizada em breve, para que a sociedade apresente todas as reivindicações que, pelo adiantado da hora, não puderam ser mencionadas.

6 de out. de 2011

Câmara de Vereadores do Rio faz Debate Público para discutir o Sistema de Bicicletas da Cidade

O vereador Dr. Edison da Creatinina (PV) convida para o Debate Público, cujo tema será “Bicicleta, uma alternativa para o transporte no Rio”, na quinta-feira, dia 6 de outubro, às 18h30, no auditório da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Foram convidadas as autoridades responsáveis pela implementação e manutenção do sistema cicloviário na Cidade, representantes da sociedade civil, ONGs, empresários e ativistas ambientais cariocas. Usuários do sistema cicloviário poderão debater e participar de uma avaliação do processo de implantação desse sistema no Rio, conhecer projetos de traçados, alternativas, solicitações e informações sobre a colocação de bicicletários.
Confirmaram participação os representantes da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade (SMAC), órgão responsável pela administração e ampliação das ciclovias; da ONG Transporte Ativo, entidade militante na luta pelo uso consciente e itinerante das bicicletas;  PEDAL 2, Oficina que promove turismo de bike pela cidade; Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (FECIERJ), órgão que promove o uso de bicicletas em todo o Estado; Bike AnjoRJ, instituição que auxilia ciclistas no uso da bike como meio de transporte, a trupe da Passeio Completo, que vem armando passeios de bike sonorizados no Rio e fora,  e Mulher de Ciclos, entidade criada para difundir o uso da bicicleta como meio de transporte, em beneficio do meio ambiente e contra o aquecimento global.

O auditório fica na Rua Alcindo Guanabara, s/nº - Térreo – Cinelândia – RJ
Mais informações: Erick van-Erven 3814-2073 - 9557-8384

21 de set. de 2011

Prefeito de Colônia na Alemanha e integrantes dos "Verdes" alemães visitam a Câmara Municipal do Rio


Hoje a Câmara Municipal do Rio recebeu o Prefeito da cidade de Colônia, Alemanha, Jürgen Roters, e a delegação do Partido Verde Alemão, que foi recebida pelos integrantes da bancada verde na casa. O presidente da Câmara acompanhou os convidados em um tour pelo Palácio Pedro Ernesto e os levou ao Plenário, onde foram apresentados aos vereadores presentes.
Ontem o prefeito Eduardo Paes havia assinado um acordo de cooperação entre a cidade de Colônia e o Rio, que vai enriquecer ambas as cidades no intercâmbio sobre gerenciamento de grandes eventos, em projetos ambientais, de segurança, transporte, planejamento urbano e turismo.
A parceria entre cidades, também chamada de geminação de cidades, ou cidades irmãs, tem como objetivo criar relações e mecanismos para que cidades de áreas geográficas ou políticas distintas estabelecem laços de cooperação e intercâmbio cultural, de conhecimento, de ensino (estudantes), de tecnologia e também políticas empresariais, entre outras.
Em agosto de 2005, Colônia recebeu a Vigésima Jornada Mundial da Juventude, uma das maiores reuniões da juventude católica, a mesma que o Rio receberá em 2012.
Em 2006, Colônia foi uma das sedes da Copa do Mundo na Alemanha. E com certeza poderá passar parte dessa experiência acumulada com este evento que nos irmana em mais aspectos.
Colônia é também a cidade natal de Heinrich Boell, prêmio Nobel de Literatura, e que dá nome a fundação dos “Verdes” alemães.
Toda a experiência de Colônia a torna muito bem-vinda para contribuir de forma extremamente positiva para o planejamento e montagem da infraestrutura dos futuros eventos que vamos sediar, não só a Jornada da Juventude católica mas principalmente a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Acompanhando o prefeito Jürgen Roters (SPD), estavam os senhores Martin Börschel do SPD (social democrata); Winrich Granitzka do CDU (cristão democrata); ralph sterck dofdp (partido liberal) e Barbara Moritz, do nosso Die Grüne (partido verde). A cidade de colônia é regida pela aliança entre o SPD e o Partido Verde, que num grande trabalho de coalizão elegeu Ângela Merkel chanceler da Alemanha. 



16 de set. de 2011

Ciclovia da Tijuca, o perigo pede passagem

Esquina não orienta o ciclista e pode provocar acidentes
Existe uma meta anunciada pela Prefeitura do Rio de dobrar a malha cicloviária da cidade até 2012, em relação ao que havia sido feito até 2008. São mais 150 quilômetros de ciclovias. Também de instalar bicicletários nas estações dos BRTs (Bus Rapid Transit). O plano inclui transformar o Rio em Capital da Bicicleta. As rotas estabelecidas para dotar o bairro da Tijuca de uma malha cicloviária interligam pontos de interesse comercial, de educação, de lazer e de entretenimento, o sonho de todos os usuários da bicicleta como meio de transporte. Ligarão a Quinta da Boa Vista e o Maracanã à estação do Metrô na Praça Saens Peña. Havia também o projeto de seguir até o Alto da Boa Vista. É crucial a sinalização que vai tornar mais seguro o trânsito dos ciclistas nas ciclovias e ciclofaixas, onde ele divide espaço com pedestres, mas principalmente o reforço na educação das duas partes.
A foto acima  mostra trecho da Rua Major Ávila, onde ainda não houve a preocupação de colocar um aviso para o pedestre, que ao virar à direita, na calçada, pode ser atropelado por uma bicicleta. A próxima foto  mostra que para construir a ciclovia, a Prefeitura utilizou uma faixa inteira da rua, estreitando mais ainda a via de tráfego local,  já assoberbada.  Observando melhor, podemos ver pedestres que já ocupam o espaço como um prolongamento da calçada.

Ciclovia e estacionamento ocupam duas faixas na rua

Placa indicativa sem destaque em poucos pontos
Acompanhamos um longo trajeto da nova ciclovia na Tijuca e observamos que ainda precisamos melhorar muito para  integrar a cidade por esse modal. A ciclovia na calçada obriga o pedestre a compartilhar a mesma com as bikes. Em muitas partes, como mostra a foto abaixo, são utilizadas pinturas no chão, que separam o tráfego de carros, das bicicletas. Em outros pontos, a ciclovia  simplesmente acaba, subitamente.

Faixa divisória entre as bicicletas e o trafego de veículos


13 de set. de 2011

Floresta urbana

Matéria publicada pelo DCM Rio de 13/09/2011
Foto: ASCOM - CMRJ


A preservação da natureza e a busca por soluções para o controle da emissão de gases poluentes têm gerado mudanças na sociedade. Cada vez mais a população se conscientiza sobre os efeitos da poluição, e uma das formas que o vereador Dr. Edison da Creatinina (PV) encontrou para preservar a beleza natural da Cidade foi apresentar o Projeto de Lei n°1093/2011, que propõe a criação de espaços públicos denominados “Floresta Urbana”.


Caso seja aprovado pelo Legislativo Carioca, a denominação de “Floresta Urbana em Logradouro” será usada para toda área pública em que estejam englobadas no mínimo cinquenta árvores a cada 600 m², não sendo necessário o alinhamento. Devem ser plantadas espécies arbóreas florestais, nativas da Mata Atlântica, de dois em dois, de três em três ou de quatro em quatro metros, conforme a possibilidade, até que se obtenha o quantitativo estabelecido. Na recuperação e manutenção da “Floresta Urbana em Logradouro” deve ser obedecido o que determina a legislação específica para a arborização urbana.


“Com a necessidade de se plantar intensamente até a Olimpíada 2016, surge a oportunidade de recuperar áreas urbanas da nossa Cidade, que tem por vocação a grande capacidade de aglutinar elementos arbóreos em praças, parques, calçadas, nas margens de rios e em terrenos devolutos”, justifica o parlamentar.


Veja no site da Câmara
Floresta urbana

19 de ago. de 2011

Cidades sustentáveis, uma realidade


No Grande Expediente desta quinta-feira (18/08), o primeiro vereador a fazer uso da palavra foi o Dr. Edison da Creatinina (PV). O parlamentar falou sobre cidades sustentáveis, dando exemplo de Paragominas, um município no Estado do Pará, que foi campeão em desmatamento e hoje é considerado exemplo de sustentabilidade. Dr. Edison da Creatinina falou da importância de uma cidade se tornar sustentável e de seu empenho em tornar o nosso Município também um exemplo de sustentabilidade. Para ele, a mudança ocorre através da valorização de formas alternativas de transporte, que permitam a diminuição de carros nas ruas; utilização de telhados verdes; coleta de águas da chuva; uso de energia solar e principalmente da conscientização de cada pessoa em fazer sua parte.

Matéria publicada pelo DCM de 18/08/2011

17 de ago. de 2011

Projeto de Lei de "Aviso Ambiental" nas indústrias do Rio


Matéria publicada no DCM de 17/08/2011
O vereador Dr. Edison da Creatinina (PV) apresentou nesta segunda-feira (15/08), na Câmara do Rio, o Projeto de Lei nº 1059/2011, determinando que as indústrias sediadas no município coloquem em seus acessos placas de “aviso ambiental”, referente aos produtos produzidos na área.

Caso aprovado, as empresas deverão afixar em locais visíveis as placas com letras legíveis nas quais, além do “aviso ambiental”, deverá constar relações dos produtos fabricados pela empresa, os riscos causados ao homem e ao meio ambiente e, em caso de acidentes, como a população deve agir.

Preocupado com a preservação da natureza, o autor da proposta ressaltou que até mesmo a impressão, a gravação e montagem das placas deverão atender os padrões estabelecidos pela legislação, que defende a preservação do meio ambiente. “O projeto visa orientar a população em relação aos produtos químicos e derivados utilizados nas instalações, seus danos à saúde e como agir em caso de emergência”, esclarece Creatinina.

4 de ago. de 2011

Rio de Janeiro, a reconstrução de uma cidade

O Rio vive um momento de muitos projetos e obras acontecendo ao mesmo tempo, uma verdadeira transformação que certamente está mexendo nos usos e costumes da vida da Cidade. Uma parte justificada como contrapartida para os compromissos assumidos pela Prefeitura de proporcionar infraestrutura compatível com a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas de 2016.

O que me preocupa é a grande distância que se coloca entre aquilo que é estudado, projetado e planejado como ideal e o que é realmente recomendável transformar, pois estamos tratando de patrimônios cultural, social, ambiental e paisagístico, ou seja, aquilo que é real.

É imprescindível que as mudanças, bem-vindas, combinem  os usos e costumes do cotidiano que fez deste local uma Cidade com vida própria e personalidade, exatamente o que possibilita que ela seja o que é.

Aproveitei o recesso da Câmara para visitar a Zona Oeste, ver como estão essas obras e acompanhar a realidade da cidade hoje.

Constatei que o Rio já virou um gigantesco canteiro de obras. Obras não só públicas, mas uma infinidade de edificações corporativas surgindo em áreas antes compostas por sitiantes e casas muito simples. Vi muitos quilômetros de vias sendo construídas, ampliadas e reparadas ao longo do meu trajeto, mas vi também muitas árvores centenárias removidas em nome desse progresso.  Regiões que por muitas vezes visitei com minha família, na busca de paz e tranquilidade, foram completamente modificadas, perdendo sua característica natural.

Preocupado com o impacto que essas construções estariam causando na população, parei para conversar com as pessoas e constatei que elas vivem um clima de incerteza muito grande. Muitas acreditam que essas obras trarão melhorias para a região onde moram, mas não sabem dizer a que preço isso se dará. Uma coisa é certa, nada ali será mais como conhecemos um dia.

Será que para sediar eventos tão notáveis como a Copa do Mundo e as Olimpíadas teremos como compensar todos os estragos ambientais deixados com o passivo dessas obras?

Será que teremos mesmo um plantio compensatório de toda a vegetação perdida nas áreas degradadas?

Teremos continuidade na qualidade de vida da população dessa região como outrora?

São perguntas que gostaria de ter respostas.

Em visita a um templo budista da região, constatei a preocupação de seus dirigentes quanto à perda de parte dos terrenos particulares por consequência do alargamento de estradas, do desmatamento de vegetação nativa e do impacto que isso pode ocasionar não só no comércio, mas na sociedade como um todo.

Pensei em outras situações também importantes do cotidiano do Rio. Basta analisarmos algumas das matérias hoje nos jornais:

Depois da poda ou corte das árvores na cidade, feitas pela Comlurb, os resíduos são levados para o Caju e depois Aterro Sanitário, quando consta que podiam ser reaproveitados (são podadas em média 3.500 árvores por mês e retiradas 400), ou seja, o assunto não tem uma solução ambientalmente sustentável, embora essas palavras, ambientalmente e sustentável, parece que foram incorporadas aos discursos institucionais e também da sociedade.

Na Ilha do Fundão, toneladas de cimento, tijolos, madeira e ferro que sobraram da implosão do "perna seca", parte do Hospital Clementino Fraga Filho, em dezembro de 2010, continuam no  mesmo lugar, embora tenha sido anunciado à época que esses resíduos seriam vendidos e a renda iria para os centros de convivência de idosos na região Serrana, uma solução sustentável que até o momento não aconteceu.

Cinco meses depois de transferida do Tribunal de Justiça para um imóvel cedido pelo município no bairro do Santo Cristo, a Emerj (Escola da Magistratura) anuncia que pretende voltar ao centro do Rio. Houve queda no número de matrículas e desistência de professores em dar aula, configurando uma não adaptação à mudança que aconteceu em meio a instalações nem ao menos concluídas. Era uma adesão ao projeto de revitalização da área do Porto na Cidade, mas não se contemplou que as pessoas precisavam nele inserir e adequar o seu cotidiano.

Pesquisadores e arqueólogos do Instituto de Arqueologia Brasileira, local de formação de pesquisadores, referência para a Arqueologia do nosso país, instalada na avenida Dom Hélder Câmara, Del Castilho, num casarão conhecido como casa da Fazenda do Capão do Bispo, estão circulando abaixo-assinado eletrônico para não terem que deixar o prédio que a instituição ocupa desde 1961, pois já foram informados de que não há mais interesse do Estado em manter sua ocupação naquele local e agora há uma promessa de transformar o prédio em centro cultural: destina-se ao local um novo uso, desalojando o antigo uso que o tornou o que é, exatamente um centro de referência, pesquisa e cultura.

Com todos esses exemplos de obras que impactam a cidade de forma não sustentável, fico apreensivo, como integrante do Partido Verde, de ver o pouco ou nenhum cuidado em dimensionar o passivo deixado como resultado desse progresso. Seguindo este caminho, temo que, num futuro próximo, teremos muito que responder a nossos filhos e netos sobre o que fizermos com a cidade deles.